sábado, 11 de outubro de 2008

Dilemas e soluções

REUNI: A NOVA UNIVERSIDADE EM CONSTRUÇÃO

Em 2007, todas as universidades federais foram convidadas pelo Governo Federal para a difícil e importante tarefa de contribuir para a redução da desigualdade social de nosso país. A proposta de expansão das vagas numa escala sem precedentes na nossa história colocou a questão da democratização do ensino público como centro de um debate nacional.


O ReUni trás novos desafios para a Universidade e não temos medo de defender o novo quando temos a convicção de construir a justiça social. A universidade pública, sempre respondeu as demandas do país da forma como se esperava. Principalmente a UFMG, pela sua excelência e reconhecimento.

A UFMG já deu provas memoráveis de sua capacidade quando, na década de 90, criou cursos como Engenharia Mecânica noturno, Fonoaldiologia, Controle e Automação, Nutrição, Sistemas de Informação, Ciências Atuariais, Ciências da Computação e outros, sem nenhum recurso proveniente do Governo Federal da época que, ao invés de investir, diminuiu os recursos das Universidades. Hoje estes cursos são de inquestionável importância para a Universidade e para a sociedade.

Houve quem, na contramão dos anseios de nosso povo, como o atual DCE, afirmou que a universidade não estaria à altura do desafio proposto pelo ReUni. O atual DCE por ser contra o ReUni ignora o fato de que, ao contrário da década de 90, esta atual expansão vem acompanhada de contratação de novos professores (só na UFMG serão mais 400 docentes) e mais recursos (9 milhões a mais para UFMG, somente no ano de 2008).

Precisamos estar mobilizados para influenciar onde será aplicado este recurso. Sinalizamos, por exemplo, que esta é uma oportunidade de melhorarmos a infra-estrutura do noturno, já que o período da noite abrigará mais estudantes e mais cursos. A Faculdade de Ciência Econômicas acaba de criar a biblioteca 24 horas pensando nos novos alunos que receberá. Defendemos que todas as bibliotecas da UFMG devem ser 24 horas, assim como as cantinas, sessões de ensino e colegiados devem funcionar até que a última aula do noturno se encerre. Só o Reuni nos dá a oportunidade de uma proposta tão ousada.

Ressaltamos, porém, que a grande batalha do Reuni se inicia agora. Nos colegiados de curso e nas congregações estão sendo debatidos os currículos dos cursos que serão criados e as mudanças naqueles que já existem. Infelizmente, a atual gestão do DCE, por ser contra o Reuni, não participa e nem fomenta estas discussões, e fica apenas gritando as mesmas velhas palavras de ordem que não respondem as novas perguntas. Nós acreditamos que este é o momento fundamental. Precisamos nos organizar para influenciarmos as decisões dos novos currículos e nas mudanças dos atuais. Pois só assim poderemos garantir que a expansão se dê com a manutenção da qualidade de nossa universidade.

Construção propõe:

Valorizar a participação efetiva e propositiva dos estudantes em todos os órgãos colegiados.

Fortalecer o diálogo com professores e técnicos a fim de buscar o melhor caminho para a Universidade.

Que a Universidade funcione plenamente no período noturno

Investimento nos laboratórios e bibliotecas

Ampliação do investimento em Assistência Estudantil


BH-TEC – Ciência e Tecnologia para Construir o Futuro

Devido a diversos entraves o projeto do Parque Tecnológico, o BH-TEC, ainda não foi implementado. É necessário que o DCE tenha uma postura ativa em relação a este tema e dialogue com a Universidade para encontrarmos mecanismos que acelere a realização do projeto. Entretanto, a atual gestão do DCE simplesmente ignorou a existência deste grandioso empreendimento da Universidade.


Só mesmo uma visão míope da atual gestão do DCE para repudiar uma iniciativa que trará grandes avanços para a UFMG, para Minas Gerais e para o Brasil. O caráter do BH-TEC está em discussão e é obrigação do DCE apresentar a opinião dos estudantes. Não foi a toa que até nas eleições municipais o BH-TEC foi centro de polêmica, quando um dos candidatos afirmou que a UFMG só estaria preocupada com os laboratórios. Para este candidato o BH-TEC deveria ser um centro comercial.

Nós, ao contrário da atual gestão, defendemos a implementação do BH-TEC. Mas defendemos um BH-TEC de laboratórios, e não um centro comercial. Queremos um BH-TEC onde os estudantes poderão desenvolver seus projetos e entrar em contato com a sociedade, onde a universidade evidencie o seu papel social e contribua para o crescimento econômico da região. Quais empresas serão priorizadas pelo BH-TEC? Como serão selecionadas as pesquisas? Estas são as questões sobre as quais devemos discutir com a universidade.


ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL

O tema da Assistência Estudantil deve ser tratado com muita responsabilidade pelo DCE.

É graças a esta assistência que milhares de estudantes da UFMG conseguem concluir os seus cursos. São Estudantes que necessitam do Bandejão, da Moradia, bolsa pró-noturno, assistência médica e de outros benefícios.


A assistência estudantil é fundamental para a permanência dos estudantes na Universidade e, principalmente, para democratizar o acesso e permitir que os mais diversos setores sociais consigam chegar ao Ensino Superior.

Com a decisão do STF de acabar com a cobrança de taxas vinculadas às matrículas nas Universidades Federais, taxa esta que na UFMG era utilizada para financiar a Assistência Estudantil, o maior desafio agora é como garantir a assistência a todos os estudantes que necessitam.

Com a implementação do ReUni, antes de qualquer coisa, defendemos que nenhum programa de Assistência seja extinto e pelo contrário, sejam ampliados tendo em vista a ampliação do número de vagas na Universidade.

Sabemos que isto é plenamente possível pelo seguinte motivo: através do Plano Nacional de Assistência Estudantil o MEC destinou à UFMG no ano de 2008 quatro milhões de reais para a assistência e esse valor se ampliará nos próximos anos.


Atualmente o orçamento da FUMP está na ordem de nove milhões de reais. Com o fim da obrigatoriedade da taxa da FUMP estamos diante de um déficit de cinco milhões de reais.

Propomos, portanto, que a Universidade cubra o déficit e busque formas de ampliar o recurso da assistência para suprir a demanda dos estudantes dos novos cursos.

Por fim, é necessário que as políticas de assistência estudantil sejam tomadas com a participação de todos os segmentos da universidade, para que possamos influenciar o destino dos recursos e apontar quais são as prioridades dos estudantes, por isso, propomos a criação da Pró-reitoria de Assistência Estudantil com um conselho paritário.

Construção propõe:

Ampliação dos programas de assistência existentes atualmente

Criação da pró-reitoria de assistência estudantil com conselho paritário para ditar a política de assistência da UFMG e fiscalizar a aplicação dos recursos pela FUMP

Que a universidade cubra o déficit causado pelo fim da obrigatoriedade de pagamento da taxa da FUMP


Esporte

O Esporte é essencial para a formação ampliada dos estudantes. É inegável também a característica integradora do esporte que cria o sentimento de comunidade acadêmica. Infelizmente, devido a uma concepção velha de movimento estudantil o atual DCE não realizou nenhuma atividade esportiva.


Construção propõe:

Realizar a Olimpíada Universitária que incentivaria a utilização do C.E.U.

Estimular a criação de Atléticas e estreitar as relações com as existentes

Estimular a participação dos estudantes nos JUBs (Jogos Universitários Brasileiros)


Cultura

A universidade tem potencial pra ser um centro ativo de produção cultural. São inúmeros os grupos culturais de estudantes. O atual DCE tem dado pouca atenção às questões culturais, o que mais uma vez demonstra a incapacidade de dialogar com ampla parcela da universidade. Com o intuito de incentivar as produções dos estudantes, propomos:


Construção propõe:

Retomar o Festival Universitário de Cultura e Arte

Restaurar o Butequim Itinerante, realizando oficinas e apresentações culturais pelo campus

Organizar uma grande caravana dos estudantes da UFMG para a VI Bienal de Cultura e Arte da União Nacional dos Estudantes que ocorrera em Salvador em janeiro de 2009


Orçamento participativo

Visando democratizar a aplicação dos recursos do DCE faremos o orçamento participativo. Os estudantes apresentarão projetos de relevância para a Universidade e para a sociedade na área cultural, científica e outras e o DCE financiará os projetos escolhidos pela comunidade estudantil.


Comunicação

Sem instrumentos de comunicação eficazes o DCE não conseguirá mobilizar os estudantes em defesa de suas reivindicações.


É inadmissível que o DCE não tenha um site funcionando plenamente e nem um jornal periódico informando os estudantes dos acontecimentos da Universidade.

Construção Propõe:

Reformulação do site do DCE. O site conterá notícias sobre estágio, vagas em repúblicas, movimento estudantil e demais temas importantes.

Retomar a edição do histórico jornal do DCE, o GOL a GOL.

Buscar espaço na TV UFMG para divulgar as atividades do DCE.

Criação da revista acadêmica do DCE para divulgação dos trabalhos científicos dos estudantes.


Transparência nas contas do DCE

Atualmente o DCE tem uma considerável movimentação financeira. E é dever do DCE explicitar onde está sendo gasto o seu recurso, inclusive para ser fiscalizado pelos estudantes. Entendemos que o DCE deve, na hora de gastar seu recurso, priorizar atividades que beneficiem os estudantes da UFMG.

O atual DCE tem uma política de finanças obscura, além de não ter prestado contas aos estudantes nenhuma vez durante este ano, gastou parte considerável de sua renda com atividades externas à UFMG, sem nenhuma relação com a comunidade acadêmica.

Construção propõe:

Disponibilizar a prestação de contas do DCE no site, mensalmente.

Investir prioritariamente em atividades para os estudantes da UFMG.


Participação das decisões da UFMG – órgãos colegiados

Está sem sombra de dúvidas é uma dos papéis mais importantes que o DCE pode desempenhar.


A principal função do DCE é influenciar nos rumos da Universidade, portanto, é dever de qualquer gestão representar os interesses dos estudantes nos colegiados dos cursos, nas congregações e nos conselhos superiores. Além disto, é preciso que se tenha dialogo com os professores e técnicos que também participam das decisões da Universidade. A ausência do atual DCE nestes espaços demonstra seu pouco compromisso com os rumos da Universidade.

Construção propõe:

Participação plena e propositiva em todos os órgãos colegiados.

Conquistar a participação paritária de estudantes, técnicos e professores nos órgãos colegiados democratizando estes espaços.

Informar os estudantes por meio do site e do jornal do DCE os principais assuntos discutidos nestes órgãos.


Apoio às empresas Juniores

As empresas juniores cumprem o importante papel de aplicar na sociedade o conhecimento adquirido e produzido na academia.


É necessário, assim, que o DCE esteja atento às demandas destes estudantes. O DCE não pode virar as costas para este setor como acontece atualmente.

Construção Propõe:

Estimular a construção de novas empresas juniores

Discutir com os estudantes das empresas juniores quais são suas atuais dificuldades e contribuir para solucioná-las.

Mediar a relação destas entidades com a reitoria.

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